Uma em cada dez pessoas no mundo tem algum tipo de incapacidade. São cerca de 650 milhões de pessoas das quais 450 milhões estão na idade de trabalhar.
Segundo o último inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre Incapacidade, Autonomia Pessoal e Situações de Dependência (EDAD), o número de residentes em Espanha que sofrem de incapacidade ascende a 3.847.900 (dos quais 2,3 milhões são mulheres e 1,55 milhões são homens), o que implica em 8,5% da população. A plena integração social e laboral destas pessoas deve ser um objectivo comunitário de primeira ordem.
Desde há mais de 25 anos que existe uma lei que pretende, entre outros objectivos, impulsionar e fomentar a integração laboral das pessoas com incapacidade. A lei de integração social das pessoas com deficiência 13/1982 de 7 de Abril, estabelece para as empresas públicas e privadas, com um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores, a obrigação de contratar um número de trabalhadores com incapacidade não inferior a 2%.
Apesar desta normativa, actualmente são muito poucas as empresas que cumprem com este mandato legal, pelo que fica muito caminho por recorrer. Neste contexto, os Centros Especiais de Emprego realizam um papel fundamental facilitando às empresas o cumprimento da quota de reserva legal estabelecida pela Lei de Integração Social das Pessoas com Deficiência.
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Primeiro, canalizando a integração laboral de pessoas com incapacidade para o mercado de trabalho depois de fomentar previamente o seu desenvolvimento numa actividade laboral.
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Segundo, contribuindo para um melhor conhecimento por parte da empresa das capacidades e aptidões reais das pessoas com incapacidade, com vista a uma eventual incorporação no seu quadro de pessoal.